O que motiva suas escolhas?


Você já parou para pensar sobre os motivos que o levaram a fazer as escolhas em sua vida? Pode parecer uma pergunta simples, mas está repleta de uma complexidade invisível na qual não percebemos. A neurociência já consegue provar que muitas decisões que tomamos acontece antes no nosso cérebro, ou seja, já existe algo programado antes de acontecer no meio externo. Pensar sobre esse aspecto nos leva a refletir sobre quais os componentes que estão inclusos em nossas escolhas. Tal fato comprova que nossas emoções, nossas interpretações sobre o que vivemos e nossas experiências passadas determinam o rumo das nossas escolhas. Você consegue definir porque gosta de algumas coisas e repele outras? Ao longo da nossa vida por meio das experiências que vivemos, definimos aquilo que desejamos atrair ou repelir e isso ocorre pelo fato de como experienciamos as situações pela qual passamos. Quando vivemos uma experiência sofremos uma neuro-associação, ou seja, nosso cérebro interpreta as experiências através dos nosso sentidos, e através das nossas emoções damos nomes as experiências, criando assim tipos de personalidades que irão lidar com o que acontece na nossa vida. Muitas vezes os motivos que permeiam a nossa escolhas estão repletos de dor e assim passamos a proteger essa dor com atitudes que possam cuidar dessas dores. Agora quero levar você a refletir sobre uma questão: Será que você realmente tem controle sobre o que escolhe? Buscamos o controle por meio do nosso racional, ou seja, buscamos através de um entendimento que busca através do conhecimento explicar um fato, mas de onde vem esse conhecimento?

O seu conhecimento é um conjunto de experiências e de como você lidou com essas experiências e será que você poderia lidar de forma diferente ou será que foi necessário lidar daquela forma? Algumas linhas de pensamento acreditam que o destino já está formado e outras linhas, acreditam que podemos mudar o nosso destino. O que não pensamos é que determinadas experiências precisam levar mais tempo do que outras e por vezes não dependem de nossa vontade. Para que entenda isso melhor, convido você a mudar amanhã um comportamento que não deseja mais ter e me diga se é possível? Porque não conseguimos mudar as coisas de acordo com as nossas vontades, mas será que nossas vontades são conscientes ou inconscientes. Será que temos domínio sobre tudo que acontece conosco? A causa de muitos sofrimentos se dá pelo fato de que queremos controlar os acontecimentos e esquecemos de mudar como devemos lidar com os acontecimentos. Existem muitas pessoas que passaram muitos sofrimentos em suas vidas e passam a viver uma longa vida com esses sofrimentos e não conseguem ressignificar, passando por um longo período presos a uma realidade construída com base em suas crenças limitantes. É importante entender que todos os sentimentos, as crenças, os pensamentos são o seu campo de aprendizado, portanto se o seu desafio é a rejeição, o medo, a traição, o abandono, você precisa trabalhar o lado oposto. Acontece que a dificuldade se dá porque não conseguimos ser o que não estamos acostumados a viver, por isso pratica o amor, o perdão, a compaixão torna-se mais difícil porque ao praticar essas qualidades, o sentimento que permeia é de dor. Independente de sermos donos de nossas escolhas ou não, o mais importante é percebemos que a nossa responsabilidade se dá em buscar os bons sentimentos e as boas atitudes, mesmo que em nosso mundo interior esteja repleto de descrença, sofrimento e dor. Precisamos vencer a nossa prepotência de achar que somos donos da verdade e nos abrir para o que realmente precisamos e que está implícito em nossos desafios. De forma prática e resumida para que possamos esclarecer:

Se você é rejeitado- A rejeição é para que aprenda o quão ruim é esse sentimento e que construa em você a aceitação pelas diferenças. Se você é abandonado- O abandono é a fuga para com a sua responsabilidade diante do outro, ao aprender isso, busque em sua vida ser responsável consigo e com o outro. Se você é traído- A traição é a mentira para nossas necessidades mais profundas e por não conseguir atendê-las, atribuímos ao outro essa responsabilidade. Se você não consegue se relacionar por trauma de relacionamentos passados- Toda vez que abrimos mão de nós mesmos, permitimos que o outro faça a mesma coisa e isso nos ensina a nos valorizar, impor limites e nos respeitar. Se você não consegue ser bem-sucedido- Talvez ao olhar para o seu antecessor, você possa não gostar do que vê e assim essa referência desvalorizada para a ser a sua própria referência de si mesmo. Toda experiência que você passa não serve para te fazer de vítima, mas para te tornar o autor da sua história e para isso precisamos trabalhar o lado oposto.

Paulo Rocha

Psicanálise clinica- Life & Spiritual Coach

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